segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Popular,sim.Grande,não!

"Bolinha de papel,rolo de fita crepe, pano de bandeira,chumaço de algodão-nada pode ser usado de forma hostil para atingir alguém sob pena de tal ato configurar uma agressão.
O que  militantes do PT foram fazer no calçadão de Campo Grande, no Rio de Janeiro, quando o candidato José Serra(PSDB) esteve por lá na tarde da última quarta-feira em busca de votos?
Não foram saudá-lo democraticamente. A tal ponto de civilidade não chegaremos tão cedo.
Aos berros, munidos de bandeiras e dispostos a tudo, tentaram impedir que o candidato  e seus correligionários
exercessem o direito de ir e vir, e também o de se manifestar, ambos assegurados pela Constituição.
O PT tem uma longa e suja folha corrida marcada por este tipo de comportamento violento, autoritário e reprovável,que deita sólidas raízes em suas origens sindicais.
A força bruta foi empregada muitas vezes para garantir a ocupação ou o esvaziamento de fábricas.E também para contrapor à força bruta aplicada pelo regime militar na época em que o PT era apenas uma generosa idéia.Para chegar ao poder, o PT sentiu-se obrigado a ficar parecido com os demais partidos-para o bem 
ou para o mal.Mas parte de sua militância e dos seus líderes não abdicou até hoje de métodos e práticas que
forjaram sua personalidade.É uma pena.E um sinal de atraso.
Uma vez no poder, vale tudo para permanecer ali.
Vale o presidente da República escolher sozinho a candidata do seu partido.
Vale ignorar a Constituição e deflagrar a campanha antes da hora prevista.
Vale debochar da Justiça.
Vale socorrer-se sem pudor da máquina pública para fins que contrariam as leis.
Vale intimidar a Polícia Federal para que retarde investigações que possam lhe causar embaraços.E vale
orientá-la para que vaze informações manipuladas capazes de provocar danos pesados a adversários.
No caso do primeiro turno, pouco antes de Dilma se enrolar na bandeira nacional e posar para a capa de uma revista como presidente eleita, a soberba de Lula extrapolou todos os limites.
Ele foi a Juiz de Fora e advertiu os mineiros: seria melhor para eles elegerem um governador do mesmo 
grupo político de Dilma . Foi a Santa Catarina e pregou  irado a pura e simples extinção do DEM.
Foi a São Paulo,investiu contra a imprensa e proclamou com os olhos injetados:"A opinião pública somos nós". O mais sabujo dos auxiliares de Lula reconhece sob anonimato que o ataque de fúria do seu chefe
contribuiu para forçar a realização do segundo turno.Não haverá terceiro turno.
Se desta vez as pesquisas estiverem menos erradas, Dilma deverá se eleger no próximo domingo-e até com 
certa folga. Mas a eleição ainda não acabou, meus senhores.A história está repleta de casos onde um passo
 em falso ,um gesto impensado ou uma surpresa põe tudo a perder.
O que disse Lula a respeito do episódio do Rio protagonizado por Serra e por militantes do PT só confirma
uma vez mais o quanto ele é menor-muito menor-do que a cadeira que ocupa há quase oito anos.
Lula foi sarcástico quando deveria ter sido solidário com Serra, de resto  seu amigo de longa data.
Foi tolerante e cúmplice da desordem, quando deveria tê-la condenado com veemência.
Foi cabo eleitoral de Dilma quando deveria  ter sido presidente da República no exercício pleno da função.
Sua popularidade poderá seguir batendo novos recordes -e daí? Não é disso que se trata.
Popularidade é uma coisa passageira. Grandeza, não. É algo perene. Que sobrevive à morte de quem a ostentou. Tiririca é popular. Nem por isso deve passar à História como  um político de grandeza.
No seu tempo, Fernando Collor e José Sarney, aliados de Lula, desfrutaram de curtos períodos de intensa popularidade. Tancredo Neves foi grande ,popular,não.
Grandeza tem a ver com caráter, nobreza de ânimo,sentimento,generosidade.Tudo o que falta a Lula desde que decidiu eleger Dilma a qualquer preço."










































 

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